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  MUSACEAE
   
 
Classificação Botânica

Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Zingiberales
Família: Musaceae
Gênero:Musa
Espécie:M. paradisiaca
 
Descrição botânica
Musaceae é uma família da classe liliopsida, plantas monocotiledôneas, abrangendo espécies de ervas muito grandes, de características vivazes, monocárpicas, rizomatosas, de crescimento simpodial, formando touceiras através dos pseudocaules eretos, robustos e suculentos. Folhas simples, grandes, alternas, espiraladas, bainhas longas e sobrepostas que dão origem aos pseudocaules; limbo inteiro, marcado por nervuras salientes, peniparalelinérveas. Inflorescência cimosa freqüentemente terminal, subtendidas por brácteas habitualmente decorativas. Flores vistosas em algumas espécies geralmente unissexuadas, zigomorfas, diclamídeas; cálice e corola trímeros com duas pétalas unidas ao cálice e uma livre; estames em número de 5 mais 1 estaminódio, livres entre si; antera rimosa (deiscência longitudinal), presença de lóculos nectários, gineceu gamocarpelar, ovário ínfero com 3 lóculos, pluriovulados, placentação axial. Frutos do tipo baga, às vezes partenocárpico desprovidos de sementes nas variedades híbridas.
 
Ocorrência
Todos os gêneros da família musaceae são exóticas, originárias da Malásia, Índia, China, Sumatra, Indonésia, Filipinas e Abissínia adaptados e amplamente cultivados no Brasil, principalmente as espécies do gênero Musa, tanto as ornamentais quantos as frutíferas. Perfazem ao todo 3 gêneros e 45 espécies aproximadamente, sendo Musa o mais representativo com cerca de 40 espécies, além do Ensete ventricosum com apenas uma espécie. O gênero Musella com duas espécies é o menos conhecido da família.
 
Uso paisagístico
As diversas espécies e variedades da família Musaceae são tradicionalmente cultivas como plantas frutíferas, embora outras ocupam também posições de destaques nos jardins, principalmente as do gênero Musa. Ensete é outro gênero também conhecido em nossos jardins representado pela espécie E. ventricosum. O conjunto da planta formado pelas folhas vistosas em desenhos lanceolados ou oblongos, além da inflorescência geralmente vistosa, levam à composição uma autêntica idéia de tropicalismo, criando planos de fundo ou desenhando grupos isolados nos espaços ajardinados, preferencialmente nos locais protegidos do sol direto e do vento que normalmente rompe as folhas, deixando-as menos atraentes.
 
Gêneros
 
 
Ensete, Musa, Musella.
 
 
Principais espécies
 
Foto: J. B. Sodré

Ensete ventricosum

 
Descrição
Espécie de porte arbóreo, semi-herbácea, nativa da Abissínia, de pseudocaule ereto, robusto, apresentando consistência suculenta, de até 5m de altura, com ciclo vital determinado pela floração, quando desaparece a folhagem. Folhas grandes, coriáceas, com nervura central vermelha, muito ornamental. Inflorescência volumosa formada por brácteas avermelhadas e flores diminutas, esbranquiçadas, que se transformam em muitas sementes férteis. Reproduz-se por sementes ou rebentos que surgem ao lado da planta matriz.
 
Uso paisagístico
Planta de porte esbelto, impressionante pelo volume que ocupa nos espaços amplos e ensolarados, de parques e jardins, funcionando como ponto de interesse, isolada ou em grupos. Após a floração a planta entra em decadência, sendo por isso, cultivada como anual, devendo ser substituída por outra sempre que termina a frutificação.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Musa coccinea
 
Descrição

Planta de porte arbustivo, semi-herbácea, nativa da China, rizomatosa, de pseudocaules eretos, formando touceiras, com até 2,5m de altura. Folhas grandes, lanceoladas, de pecíolo longo e limbo brilhante, marcado por nervuras contrastantes. Inflorescência terminal volumosa, ereta, formada por brácteas vermelhas, brilhantes, altamente ornamental. Multiplica-se exclusivamente por rebentos que surgem do rizoma da planta.

 
Uso paisagístico
Planta de notável efeito decorativo, tanto pela folhagem como pela exuberante floração que contrasta magnificamente com o conjunto. Indicada para cultivo à meia-sombra ou recebendo sol brando, de preferência em locais protegidos por ventos para evitar o rasgamento das folhas junto às nervuras. Interessante para fazer plano de fundo ou conjuntos nas composições tropicais.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Musa sumatrana
 
Descrição
Arbusto de porte grande com até 4m altura, originário de Sumatra, com pseudocaules eretos, semi-herbáceos, que surgem dos rizomas da planta, formando touceiras densas. Folhagem extremamente ornamental, volumosa, coriácea, na cor verde, marcada com faixas transversais irregulares em tons arroxeados na face superior e púrpura por baixo. Inflorescência discreta, recurvada, desprovida de interesse ornamental que se transforma em frutos pequenos não comestíveis. Reproduz-se por mudas que surgem dos rizomas junto à planta-mãe.
 
Uso paisagístico
Espécie para cultivo à meia-sombra ou pleno sol em locais amplos na formação de maciços altos ou grupos isolados, evitando-se locais de ventos incessante para não provocar o rasgamento das folhas. À medida que a planta cresce suas folhas vão perdendo o contraste das manchas decorativas, por isso recomenda-se que as hastes maiores sejam podadas, ativando assim a rebrotação dos rizomas com folhas novas e mais ornamentais.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Musa velutina
 
Descrição
Espécie originária da Índia e Himalaia, com caules rizomatosos de onde despontam pseudocaules de textura semi-herbácea e entouceirados, atingindo até 2m de altura. Folhagem decorativa, verde brilhante, pecíolo longo e limbo marcado por nervura central saliente. Inflorescência terminal, curta e ereta, formada por brácteas rosadas e flores amareladas que se transformam em frutos, também nas cores róseas, muito decorativos. Multiplica-se por mudas que vão surgindo junto à base da planta ou por sementes que germinam espontaneamente ao lado da planta.
 
Uso paisagístico
Uma das espécies mais interessantes do gênero devido à beleza de sua infrutescência que se destaca em meio à folhagem verde luxuriante. Cultivada à meia-sombra ou sol pleno, produzindo maciços ou grupos isolados de características tropicais. Os pseudocaules devem ser removidos no final da frutificação para manter o viçoso.