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  LAMIACEAE
   
 
Classificação Botânica
 
Divisão: Magnoliophyta 
Classe: Magnoliopsida 
Ordem: Lamiales 
Família: Lamiaceae 
Gênero: Solenostemon 
Espécie: S. scutellarioides
 
Descrição botânica
Família conhecida anteriormente como Labiatae, constituída por espécies herbáceas, às vezes aromáticas, arbustos semi-lenhosos, muito raramente árvores, abarcando na nova classificação, alguns gêneros da família Verbenaceae, como ocorre com o gênero Clerodendron. Apresentam folhas simples, opostas, às vezes compostas, sem estípulas, eventualmente alternas ou verticiladas, comumente serrilhadas. Inflorescência habitualmente cimosa com flores normalmente vistosas, bissexuadas, zigomorfas, diclamídeas; cálice pentâmero, gamossépalo, quase sempre persistente até a frutificação; corola pentâmera, gamopétala, freqüentemente bilabiada, prefloração imbricada; estames em número de 2 a 4 (geralmente didínamos), epipétalos, anteras rimosas, ovário súpero, bicarpelar, bilocular (ou tetralocular);  carpelos com 2 óvulos. Fruto comumente baga ou esquizocarpo.
 
Ocorrência
A família Lamiaceae apresenta ocorrência cosmopolita com uma extensa lista de espécies (cerca de 7500 dentro de mais de 300 gêneros); no Brasil existem 26 gêneros com cerca de 350 espécies.
 
Uso paisagístico
A família comparece no paisagismo com espécies muito conhecidas como a Salvia splendens, planta cultivada pela sua floração esfuziante de cor vermelha, jamais vista em outra espécie, produzindo bordaduras em forrações de médios e grandes espaços. As espécies escandentes ou lianas são indicadas para revestir taludes, pérgulas ou pórticos, sempre cultivadas a pleno sol. Algumas podem ser usadas também em vasos ou jardineiras, a exemplo do gênero Plectranthus, como planta de interior.
 
Gêneros
 
 
Ajuga, Clerodendron, Glechoma, Gmelina, Holmskioldia, Lamium, Lavandula, Molucella, Nepeta, Physostegia, Plectranthus, Salvia, Scutellaria, Solenostemon, Stachys, Tetradenia, Vitex.
 
 
Principais espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Ajuga reptans
 
Descrição
Espécie herbácea, perene, de hábito reptante, cultivada pela folhagem ornamental, originária da Ásia e Europa. Folhas verdes ou coloridas, em tons múltiplos ou variegados. Inflorescência azulada ou branca com certo destaque, embora a planta não seja cultivada em função das flores. Propaga-se por divisão da planta ou por estolões já enraizados.
 
Uso paisagístico
Planta ideal para forrações baixas, criando bordaduras contrastantes, com até 0,20 m. de altura, em locais à meia-sombra. Utilizada também em jardineiras nas mesmas condições de uso e iluminação.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron x speciosum
 
Descrição
Planta naturalmente escandente, ramificada, resultante de hibridação das espécies C. thomsonae e C. splendens, apresentando ramagem longa que sustenta folhagem verde marcada por nervuras bem visíveis. Inflorescência terminal, vistosa, constituída por corola de flores vermelhas e cálice com sépalas na cor púrpura, persistentes. Propaga-se por estacas em estufas, no início da primavera.
 
Uso paisagístico
Espécie de hábito escandente, às vezes conduzida como trepadeira, amparada em suportes, no revestimento de grades, cercas, pórticos, muros ou taludes, cultivada a pleno sol.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron thomsonae
 
Descrição
Espécie liana, ramificada, de ramos longos, originária da África Ocidental, com folhagem verde-escura, marcada por nervuras sulcadas. Inflorescência terminal, densa, representada por cálice inflado com sépalas brancas, envolvendo corola de pétalas vermelhas. Propaga-se por estacas no início da primavera, colocadas para enraizar em estufas.
 
Uso paisagístico
Planta indicada para revestir pórticos, grades e cercas, conduzida por amarrilhos. Também usada em jardineiras suspensas e no coroamento de taludes, desenvolvendo-se como planta escandente.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Holmskioldia sanguinea
 
Descrição
Espécie semi-lenhosa, ereta, escandente, muito ramificada, originária do Himalaia. Folhas simples, densamente agrupadas em ramos vigorosos e longos. Inflorescências axilares e terminais, muito vistosas, formadas por flores campanuladas, bem abertas, lembrando chapéu chinês, nas cores vermelha ou amarela. Propaga-se por estacas, postas para enraizar em ambientes de estufa.
 
Uso paisagístico
Planta cultivada a pleno sol, isolada ou formando grupos, em pontos de destaque nos jardins. Pode ser cultivada, também como ascendente, desde que conduzida com suporte de apoio.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Plectranthus ciliatus
 
Descrição
Espécie herbácea, reptante, muito ramificada, originária da África Tropical. Folhas ornamentais, espessas, verdes com página inferior arroxeada com nervuras proeminentes e arroxeadas. Inflorescências terminais, formadas por flores miúdas, roxo-claras. Propaga-se por divisão da planta, estacas ou separação da ramagem já enraizada.
 
Uso paisagístico
Espécie tradicionalmente cultivada em vasos e jardineiras suspensas, à meia-sombra. Também requisitada para forrações em canteiros de jardins nas mesmas condições de iluminação.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Salvia splendens
 
Descrição
Espécie herbácea, muito florífera, ereta, com até 0,50 m. de altura, nativa do Brasil, com folhas verdes, ovaladas, de bordas denteadas na cor vermelha. Existem variedades de flores róseas, brancas e roxas. Propaga-se, em geral, por sementes.
 
Uso paisagístico
A espécie Salvia splendens, com flores na cor vermelha, é a mais popular, largamente utilizada para produzir contrastes. Planta ideal para bordaduras e maciços junto a muros, paredes e grades, ou ainda, como forração em médios e grandes espaços.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Solenostemon scutellarioides
 
Descrição
Espécie obtida por hibridação de plantas originárias de Java, herbácea, ereta, ramificada, com até 0,80 m. de altura, cultivada pela beleza da folhagem. Folhas com inigualável variedade de tons puros, bicolores ou com margens fazendo contrastes com a cor do fundo. Inflorescências terminais constituídas por flores diminutas na cor azul, sem apelo visual. Propaga-se facilmente por estacas de ponteiro em qualquer época do ano.
 
Uso paisagístico
No paisagismo é tratada como planta anual, pois seu efeito ornamental encerra na floração, devendo ser substituída por novas mudas. É ideal para formação de bordaduras ou maciços, preferencialmente à meia-sombra ou sol leve. Pode ser usada também em vasos e jardineiras nas mesmas condições de iluminação para manter a cor da folhagem.
 
Outras espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Callicarpa americana
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Callicarpa reevesii
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron bungei
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron fragrans
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron philippinum
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron quadriloculare
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron splendens
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron ugandense
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clerodendron wallichii
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Holmskioldia sanguinea 'Aurea'
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Lavandula dentata
 
 
Foto: J. B. Sodré
Plectranthus coleoides
 
 
Foto: J. B. Sodré
Plectranthus saccatus
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Salvia farinacea
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Salvia involucrata
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Salvia leucantha
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Stachys bizantina
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Tectona grandis
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Vitex agnus-castus