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  IRIDACEAE
   
 
Classificação Científica

Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Iridaceae
Gênero: Dietes
Espécie: D. bicolor
 
Descrição botânica
A família Iridaceae contém plantas herbáceas de pequeno porte, raramente subarbustos, frequentemente com órgãos subterrâneos de armazenamento, como bulbos, rizomas e cormos. Folhas comumente estreitas e lineares, rijas, com faces superiores e inferiores não distintas, alternas dísticas, paralelinérveas. Inflorescência frequentemente cimosa, eventualmente reduzida à flor isolada; flores geralmente muito vistosas, com cores reluzentes, bissexuadas, actinomorfas, às vezes, zigomorfas, diclamídeas homoclamídeas, raramente heteroclamídeas; cálice e corola habitualmente unidos entre si, trímeros; androceu com 2 estames, excepcionalmente 3, geralmente unidos, anteras normalmente rimosas, nectários septais quase sempre presentes; gineceu gamocarpelar, tricarpelar, ovário ínfero, trilocular, raramente unilocular, pluriovulado, excepcionalmente uniovulado, placentação comumente axial. Fruto do tipo cápsula.
 
Ocorrência
A família apresenta distribuição em quase todo o mundo, compreendendo mais de 70 gêneros e cerca de 1800 espécies, principalmente na África do Sul, Ásia e Europa. No Brasil são aproximadamente 120 espécies em 19 gêneros conhecidos.
 
Uso paisagístico
A família Iridaceae ostenta importância significativa para o paisagismo, com grande número de espécies utilizadas nos jardins, vasos e jardineiras, além de vasta aplicação nos arranjos florais em função do valor ornamental produzido pelas flores muito vistosas. Algumas espécies são tolerantes a locais alagados, podendo ser usadas em jardins aquáticos, enquanto que outras somente se adaptam em regiões frias onde o florescimento é mais intenso. Entre as espécies mais importantes destacam-se: Dietes bicolor, Freesia x hybrida, Glaudiolus hortulanus, Iris spp, Neomarica caerulea, plantas bastante conhecidas em nossas regiões.
 
Gêneros
 
 
Acidanthera, Anomatheca, Aristea, Babiana, Belamcanda, Cipura, Crocosmia, Crocus, Dietes, Eleutherine, Freesia, Gelasine, Gladiolus, Hesperantha, Iris, Ixia, Neomarica, Pseudotrimezia, Romulea, Sisyrinchium, Sparaxis, Tigridia, Trimezia, Tritonia, Watsonia.
 
 
Principais espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Belamcanda chinensis
 
Descrição
Planta herbácea, originária do Japão e China, perene, rizomatosa, podendo atingir até 80cm de altura, com folhas lineares longas, dispostas na forma de leque. Inflorescência em escapo longo, acima da folhagem, ramificada, formada por flores pequenas, alaranjadas, salpicadas de pintas avermelhadas. Propaga-se pela divisão da planta ou através de sementes que germinam espontaneamente, junto à planta-matriz. Existem variedades com flores avermelhadas ou amarelas.
 
Uso paisagístico
Espécie de natureza rústica, não exigindo maiores cuidados em seu cultivo. Empregada como renque à frente de muros e paredes ou criando bordaduras nos canteiros ajardinados, a pleno sol ou à meia-sombra.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Dietes bicolor
 
Descrição
Planta originária da África do Sul, herbácea, perene, rizomatosa, muito entouceirada, com cerca de 70cm de altura. Folhas coriáceas, lineares, bastante longas, emergindo diretamente do solo. Inflorescência ereta, ramificada, constituída por hastes que se ramificam na extremidade, suportando flores vistosas, esbranquiçadas com centro amarelo e manchas marrom-escuras, bem definidas. Propaga-se pela divisão dos rizomas, mantendo as folhas existentes.
 
Uso paisagístico
Planta rústica, de marcante efeito ornamental, produzido pelo conjunto denso da folhagem, cultivada a pleno sol. Ideal para bordadura e maciços isolados, tanto em jardins pequenos como nos espaços amplos.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Neomarica caerulea
 
Descrição
Planta herbácea, nativa do Brasil, rizomatosa, perene, acaule, com até 1,00m de altura. Folhas decorativas, eretas, lanceoladas, longas, surgindo discretamente do solo e dispostas em leque. Inflorescência muito vistosa, surgindo no ápice da folha, representada por flores lilases, pouco duráveis. Propaga-se pela divisão da planta ou por plântulas que se formam na inflorescência após o florescimento.
 
Uso paisagístico
Espécie ideal para formação de renques junto a muros, parede e grades, ou produzindo maciços isolados, em meio às áreas ajardinadas de médios ou grandes espaços, a sol pleno ou à meia-sombra.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Gladiolus hortulanus
 
Descrição
Plantas originárias da África, Ásia e Mediterrâneo, herbáceas do grupo das bulbosas, de comportamento anual, atingindo em média 60cm de altura. Folhas lineares, partindo da base da planta. Inflorescência espigada, acima da folhagem, nas mais diversas cores e de longa duração. A reprodução é praticada pela divisão dos cormos após passar por um período de repouso.
 
Uso paisagístico
As variedades cultivadas são obtidas por hibridação, podendo ser cultivada nos jardins, na formação de maciços e bordaduras de média altura. Seu florescimento abundante em qualquer época do ano faz dessas plantas uma das mais populares para uso comercial de flores de corte.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Iris sibirica
 
Descrição
Planta originária da Europa e Sibéria, acaule e entouceirada, rizomatosa, com até 50cm de altura. Folhas de consistência macia, lineares e aglomeradas em tufos, lembrando gramíneas. Flores isoladas formadas acima da folhagem, comumente nas cores roxa ou branca. Propaga-se pela divisão dos rizomas.
 
Uso paisagístico
Espécie utilizada para formação de maciços ou bordaduras nos locais ensolarados do jardim, preferencialmente em regiões de altitudes e frias.
 
Outras espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Acidanthera bicolor
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Dietes iridioides
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Freesia hybrida
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Iris japonica
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Iris pallida 'Variegata'
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Neomarica candida
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Neomarica longifolia
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Tigridia pavonia