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  FABACEAE
   
 
Classificação Botânica

Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Gênero: Calliandra
Espécie: C. brevipes
 
Descrição botânica
Fabaceae é uma das maiores famílias botânicas, conhecida anteriormente como Leguminosae, com uma larga distribuição geográfica. É subdividida em três subfamílias; Faboideae (papilionoideae), Caesalpinioideae e Mimosoideae. São representadas por árvores, arbustos, lianas ou ervas. Folhas geralmente compostas, pinadas, bipinadas, trifoliares ou digitadas, com estípulas que às vezes se transformam em espinhos, alternas e ocasionalmente opostas. Na base das folhas ou folíolos, existem estruturas denominadas de pulvino que dão certa mobilidade aos mesmos. Inflorescência habitualmente racemosa, com flores vistosas ou não, freqüentemente bissexuadas, actinomorfas ou zigomorfas, diclamídeas, raramente monoclamídeas. Cálice geralmente pentâmero, gamossépalo ou raramente dialissépalo. Corola habitualmente pentâmera, dialipétala ou gamopétala, prefloração imbricada ou valvar, com pétalas às vezes diferenciadas em carenas (quilhas), alas (asas) e vexilo (estandarte); estames geralmente totalizando o dobro do número das pétalas, às vezes igual, ou em número menor, ou ainda, numerosos e vistosos, livres ou unidos entre si, anteras rimosas, menos freqüentemente poricidas, nectários geralmente presentes; ovário súpero, em geral, unicarpelar, placentação marginal, óvulos em número de 1 ou mais. Fruto normalmente do tipo legume, vagem, também sâmara, drupa e folículo, entre outros.
 
Ocorrência
Fabaceae apresenta distribuição cosmopolita, com cerca de 18000 espécies dentro de 650 gêneros; só no Brasil são conhecidos cerca de 1500 espécies e aproximadamente 180 gêneros.
 
Uso paisagístico
Embora reconhecida como uma família das mais importantes economicamente, as espécies ornamentais também ostentam significativa presença no paisagismo, principalmente através das plantas arbóreas como as Caesalpinia spp (sibipiruna, pau-brasil e pau-ferro), Bauhinia (pata-de-vaca), Delonix (flamboyant), Holocalyx spp (alecrim), Erythrina spp (eritrina, mulungu), Hymenae spp (jatobá), entre outras, além da Calliandra (esponjinha) e Strongylodon (trepadeira-jade). São importantes na arborização urbana e espaços de jardins campestres. Espécies arbustivas são ideais para maciços e cercas-vivas (Calliandra spp); várias lianas são utilizadas para pérgulas, portais e grades (Camptosema, Mucuna, Strongylodon, Wisteria) e forração (Arachis repens).
 
Gêneros
 
 
Amburana, Andira, Anadenanthera, Arachis, Bauhinia, Bowdichia, Brownea, Caesalpinia, Calliandra, Camptosema, Cassia, Clitoria, Copaifera, Dalbergia, Delonix, Erythrina, Holocalyx, Hymenaea, Lathyrus, Leucaena, Melanoxylon, Mucuna, Pithecollobium, Plathymenia, Schizolobium, Senna, Spartium, Strongylodon, Stryphnodendron, Tamarindus, Tipuana, Wisteria.
 
 
Principais espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Arachis repens
 
Descrição
Espécie herbácea, pertencente à subfamília Faboideae, perene, nativa do Brasil, entre 0,10 a 0,20 m. de altura, apresentando hábito rasteiro, ramagem prostrada, fina, de nós e entrenós destacados, que se alastram sobre a área plantada. Folhas compostas, pequenas, curtas, verdes e brilhantes, com dois pares de folíolos em formação compacta. Flores amarelas, efêmeras, sem grande destaque se comparadas com o efeito visto na folhagem. Propaga-se por divisão de touceiras e ramagem já enraizada.
 
Uso paisagístico
Cultivada como forração, produzindo efeitos de relvados, semelhantes à grama, podendo ser pisoteada acidentalmente. Ideal para áreas amplas e taludes, a pleno sol.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Bauhinia variegata
 
Descrição
Espécie arbórea, pertencente à subfamília Caesalpinioideae, nativa da China, de 6 a 10 m. de altura, pioneira e de crescimento rápido. Apresenta tronco roliço e com ramificações ascendentes. Folhas caducifólias, lobadas, arredondadas e com desenho bem característico, que justifica seu nome popular de pata-de-vaca. Flores muito ornamentais nas cores lilás, rosa ou branca. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
Planta recomendada para áreas maiores devido a seu porte, ideal para parques, ruas, avenidas e jardins campestres, como exemplar isolado ou na formação de conjuntos e aléias.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Caesalpinia peltophoroides
 
Descrição
Árvore nativa do Brasil, pertencente à subfamília Caesalpinioideae, com significativa ocorrência na Mata Atlântica, principalmente no Rio de Janeiro, além da Bahia e Pantanal Matogrossense, alcançando entre 15 a 20 metros de altura. Folhas compostas bipinadas, na cor verde-escura, formando copa bastante densa. Inflorescência vistosa, ereta, formada por inúmeras flores amarelas, surgindo no ápice dos ramos. Propaga-se por sementes que germinam com facilidade.
 
Uso paisagístico
Árvore de silhueta muito atraente, popularmente utilizada na arborização de ruas e avenidas. Apresenta crescimento muito rápido, sendo indicada também, para plantio em áreas degradadas de preservação permanente.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Calliandra tweediei
 
Descrição
Espécie arbustiva, pertencente à subfamília Mimosoideae, lenhosa, bastante ramificada, nativa do Brasil, com até 4 metros de altura. Ramagem fina, escandente, revestida de folhas compostas bipinadas, na cor verde, muito ornamental. Floração semelhante a capítulos densos, onde se destacam numerosos estames, na cor vermelho-vivo. Propaga-se principalmente por alporquia, mais raramente por estacas em ambientes de estufa ou por sementes.
 
Uso paisagístico
Cultivada a pleno sol como exemplar isolado, em grupos, maciços, renques, junto a grades e cercas-vivas, ou ainda em jardineiras grandes, criando efeito de cascata.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Cassia fistula
 
Descrição
Espécie arbórea, pertencente à subfamília Caesalpinioideae, de origem asiática, de porte médio, atingindo de 5 a 10 metros de altura. Copa com forma arredondada ou irregular, pendular nas extremidades. Folhas caducifólias, pequenas, compostas de folíolos arredondados. Inflorescência volumosa, formada de flores amarelas, muito vistosa, em forma de cascata, justificando seu nome popular “chuva-de-ouro”. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
É uma das árvores mais utilizadas em jardins residenciais e excelente para uso no paisagismo urbano, na arborização de praças, ruas, avenidas e parques. O florescimento da planta é um dos mais belos espetáculos da natureza, atraindo a atenção de todos.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Delonix regia
 
Descrição
Árvore nativa de Madagascar, pertencente à subfamília Caesalpinioideae, de crescimento rápido, com altura entre 6 a 12 metros, porém com largura da copa que pode suplantar o tamanho da planta. Tronco robusto, baixo, um pouco retorcido, sustentando galhos compridos, dando a conformação de copa larga, espalhada e horizontal. Folhagem composta bipinada, formada de folhas caducifólias. Inflorescências em cachos com flores avermelhadas de margens amarelas; existem variedades com flores predominando em tons alaranjados ou amarelos. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
Devido a sua grande envergadura, tendendo para horizontal, é uma árvore indicada para grandes espaços como parques, praças e canteiros largos. Requisitada também para arborização de áreas campestres.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Erythrina mulungu
 
Descrição
Árvore nativa do Brasil, pertencente à subfamília Faboideae, com ocorrência em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Paulo, alcançando até 12 metros de altura. Folhas compostas trifoliadas e caducifólias. Inflorescências nas extremidades dos ramos, pendentes, formadas por cachos de flores vermelho-alaranjadas. Propaga-se por sementes ou estacas de caule.
 
Uso paisagístico
Espécie extremamente ornamental, produzindo floração magnífica no início do inverno. Ideal para uso paisagístico em geral, embora ainda pouco aproveitada na arborização urbana.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Senna polyphylla
 
Descrição
Espécie arbustiva, pertencente à subfamília Caesalpinioideae, lenhosa, muito ramificada, de 2 a 3 metros de altura. Apresenta ramagem fina, um tanto pendente, com folhas compostas pinadas e folíolos pequenos e finos. Flores numerosas, dispostas ao longo dos ramos, em grupo de 2 ou 3, amarelas, formadas no decorrer de quase todo o ano, principalmente no verão. Propaga-se facilmente por sementes e com certa dificuldade por alporquia.
 
Uso paisagístico
Cultivada como planta isolada, em grupos ou contornando cercas em áreas campestres, a sol pleno. Devem ser evitadas podas para não prejudicar sua forma e o florescimento.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Strongylodon macrobotrys
 
Descrição
Espécie liana, pertencente à subfamília Faboideae, volúvel, vigorosa, muito ramificada, originária das Filipinas, com caule espesso e torcido, com gavinhas nas extremidades dos ramos. Folhagem composta, densa, constituída por folíolos elípticos e ápice pontiagudo na cor verde escura; os ramos e folíolos novos apresentam cor enegrecida, característica da espécie. Inflorescência longa e pendente, axilares com inúmeras flores no formato de esporões, de tonalidade verde-azulada fosforescente. Propaga-se por meio de alporquia ou estacas em ambientes de estufa.
 
Uso paisagístico
 
Liana de exigência tropical, para pérgulas ou caramanchões onde possa prender livremente sua magnífica inflorescência; copas de árvores também servem como suportes para a planta.
 
Outras espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Acacia seyal
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Anadenanthera sp
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Caesalpinia echinata
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Caesalpinia pulcherrima
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Camptosema spectabilis
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Cassia ferruginea
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Cassia nigra
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Clitoria fairchildiana
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Erythrina abyssinica
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Erythrina indica "picta"
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Erythrina speciosa
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Mimosa aurivillus var. calothamnos
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Mimosa caesalpiniifolia
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Mucuna bennettii
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Schizolobium parahyba
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Spartium junceum
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Tamarindus indica
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Vigna caracalla
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Wisteria floribunda