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  CONVOLVULACEAE
   
 


Classificação Botânica

Divisão: Magnoliophyta 
Classe: Magnoliopsida 
Ordem: Solanales
Família: Convolvulaceae 
Gênero: Argyreia
Espécie: A. nervosa

 
Descrição botânica
Família representada principalmente por lianas, além de ervas e subarbustos, raramente por espécies arbóreas ou arbustivas, ocasionalmente lactescentes. Folhas simples, alternas, de margens inteiras e sem estípulas. Inflorescência cimosa, às vezes, reduzida à flor isolada; flores comumente vistosas, bissexuadas, actinomorfas, diclamídeas heteroclamídeas; cálice geralmente pentâmero, freqüentemente dialissépalo; corola geralmente pentâmera, gamopétala, prefloração em geral convoluta; estames comumente em número de 5, geralmente de tamanhos desiguais, epipétalos, anteras rimosas; nectários freqüentemente presentes; ovário súpero, bicarpelar, geralmente bilocular, placentação geralmente axial, lóculos com 1 a 2 óvulos. Fruto tipo cápsula.
 
Ocorrência
Família de ocorrência cosmopolita, com mais de 50 gêneros e cerca de 2000 espécies, sendo que no Brasil são conhecidos 18 gêneros com aproximadamente 300 espécies.
 
Uso paisagístico

Embora numerosos, apenas alguns gêneros são conhecidos e utilizados no paisagismo, como ocorre em Ipomoea e Evolvulus.  As espécies prostradas, rasteiras e pendentes são aproveitadas para formação de canteiros a pleno sol ou à meia-sombra. As lianas são ideais para cobrimento de taludes, revestimentos de cercas, grades, treliças e pérgulas.

 
Gêneros
 
 
Argyreia, Convolvulus, Cuscuta, Dichondra, Evolvulus, Ipomoea, Merremia, Turbina
 
 
Principais espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Dichondra microcalyx
 
Descrição
Planta nativa do Brasil, herbácea, de hábito reptante, muito ramificada e que se espalha rapidamente sobre a superfície plantada. Suas folhas arredondadas e brilhantes, com longos pecíolos, vão se superpondo umas às outras, dando a impressão de um relvado macio. As flores, muito diminutas, são totalmente despercebidas. A reprodução é praticada por ramos já enraizados.
 
Uso paisagístico
Indicadas para forrações em locais ensolarados ou à meia-sombra, pouco extensos, produzindo efeito delicado e fresco. Empregada também no preenchimento de espaços entre pedras e pisos de caminhos. Podem ser pisoteadas apenas acidentalmente.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Evolvulus glomeratus
 
Descrição
Planta nativa do Brasil, de hábito escandente, que apresenta ramagem fina, com folhas miúdas, ovais e de textura um tanto aveludada. As flores, embora pequenas, constitui-se no atrativo maior da planta pelo colorido azul peculiar, surgindo ininterruptamente todo o ano. Propaga-se por divisão da planta ou por estacas, preferencialmente em estufas.
 
Uso paisagístico
Trata-se de uma planta bastante popular nos nossos jardins, servindo de bordadura na composição com outras espécies ou preenchendo grandes espaços ajardinados. Pode ser utilizada também como planta de vaso em recipientes suspensos.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Evolvulus pusillus
 
Descrição
Espécie herbácea, reptante, perene, caracterizada por ramagem longa, fina e delicada, nativa do Brasil. Folhas bastante pequenas, numerosas, lisas e ovaladas, distribuídas ao longo dos ramos. Flores pequenas, tubulosas, solitárias, na cor branca. Propaga-se com facilidade, retirando ramos do solo, já enraizados.
 
Uso paisagístico
Planta excelente para forrações baixas, principalmente em taludes. Pode ser utilizada em vasos ou jardins suspensos, deixando pender seus ramos.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Ipomoea horsfalliae
 
Descrição
Espécie liana, semi-lenhosa, volúvel, perene, originária das Índias Ocidentais, bastante ramificada. Folhagem ornamental, representada por folhas palmadas, verdes e brilhantes. Floração vistosa, constituída por flores cerosas, de intenso vermelho-brilhante. Existe uma variedade de flores rosa, menos cultivada. Propaga-se por estacas em ambientes de estufa ou por alporquia.
 
Uso paisagístico
Planta ideal para cultivo em treliças, grades, cercas e pérgulas, a sol pleno ou à meia-sombra. O vermelho intenso da flor oferece contraste muito interessante com o verde escuro da folhagem.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Merremia tuberosa
 
Descrição
Liana originária de regiões tropicais das Américas, também Ásia e África, de raízes tuberosas, perene, muito vigorosa. Folhas de desenho palmado, cobrindo densamente ramos longos. Flores tubulosas, presas a longos pedúnculos, de cor amarela, decorativas, que se transformam em frutificação curiosa, devido às sépalas persistentes, de consistência lenhosa, originando o nome popular de “flor-de-pau”. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
Planta apropriada para cobrimento de pérgulas, muros, cercas ou grades. Os frutos secos são requisitados para arranjos decorativos.
 
Outras espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Ipomoea alba
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Ipomoea tricolor 'Heavenly Blue'
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Jacquemontia blanchetii