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  CACTACEAE
   
 
Classificação Botânica

Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Cactaceae
Gênero: Hamatocactus
Espécie: H. setispinus
 
Descrição botânica
É uma das mais importantes famílias da divisão Magnoliophyta, apresentando uma nítida vocação para ambientes secos (xerófitos), com exceção das espécies epífitas, originárias das florestas tropicais. São plantas frequentemente espinhentas e suculentas que crescem tanto quanto árvores, arbustos ou forrações. O caule apresenta formatos, como colunares, esféricos, segmentados (cladódios), sempre recobertos ou pontuados de espinhos rígidos ou flexíveis (gloquídios); as espécies epífitas ostentam caules flexíveis segmentados ou não. Folhas eventualmente normais (Pereskia spp), alternas e simples, sem estípulas, frequentemente carnosas, ou modificadas em espinhos, como na grande maioria dos gêneros. Inflorescência cimosa, porém, na maioria das vezes, reduzida a flores isoladas; flores comumente vistosas, bissexuadas, excepcionalmente unissexuadas, actinomorfas ou ligeiramente zigomorfas, monoclamídeas, cálice com sépalas internas numerosas, semelhantes a pétalas (petalóides), dialissépalo ou gamossépalo, prefloração imbricada; representado por numerosos estames, anteras rimosas e muito pequenas; nectários geralmente presentes; ovário ínfero (exceção em Pereskia), pluriocarpelar, unilocular, placentação geralmente parietal, frequentemente pluriovulado. Fruto do tipo baga ou cápsula carnosa.
 
Ocorrência
A família Cactaceae, com mais de 100 gêneros e aproximadamente 2000 espécies, apresenta distribuição neotropical, originárias principalmente do México, América do Norte e América do Sul; no Brasil existem cerca de 40 gêneros e mais de 200 espécies.
 
Uso paisagístico
Grupo de plantas com grande potencial ornamental e largamente utilizadas no paisagismo, tanto em jardins como em arranjos e vasos de interiores, além de serem muito cobiçadas por colecionadores de todo o mundo, devido à suas formas exóticas e bizarras, aliadas às floradas vistosas. As espécies mais robustas e resistentes entram na composição de espaços abertos e ensolarados, criando jardins rochosos ou temáticos junto a outras plantas suculentas, transmitindo atmosfera agreste e árida. São ainda, amplamente requisitadas para vasos e mini-jardins na decoração de ambientes internos.
 
Gêneros
 
 
Acanthocalycium, Acharagma, Ariocarpus, Armatocereus, Arrojadoa, Arthrocereus, Astrophytum, Austrocactus, Austrocylindropuntia, Aztekium, Bergerocactus, Blachycereus, Blossfeldia, Brasilicereus, Brasiliopuntia, Browningia, Calymmanthium, Carnegiea, Cephalocereus, Cereus, Cintia, Cleistocactus, Coleocephalocereus, Copiapoa, Coryphantha, Cylindropuntia, Discocactus, Disocactus (Aporocactus), Echinocactus, Echinocereus, Echinopsis (Chamaecereus, Lobivia, Trichocereus), Epiphyllum, Eriosyce, Escobaria, Espostoa, Eulychnia, Ferocactus, Frailea, Geohintonia, Gymnocalycium, Haageocereus, Hamatocactus, Hatiora (Rhipsalidopsis), Hylocereus, Leuchtenbergia, Leucostele, Lophophora, Mammillaria, Matucana, Melocactus, Mila, Myrtillocactus, Neowerdermannia, Nopalea, Obregonia, Opuntia, Oreocereus, Oroya, Ortegocactus, Pachycereus, Parodia (Notocactus), Pereskia, Pereskiopsis, Pilosocereus, Puna, Pygmaeocereus, Rauhocereus, Rebutia (Weingartia), Rhipsalis (Erythrorhipsalis), Schlumbergera (Zigocactus), Sclerocactus (Ancistrocactus), Selenicereus, Stenocereus, Stetsonia, Strombocactus, Sulcorebutia, Tacinga, Thelocactus, Turbinicarpus, Uebelmannia, Yavia.
 
 
Principais espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Astrophytum ornatum
 
Descrição
Espécie originária das regiões desérticas do México, globular na idade juvenil, alongando-se com o passar dos anos. Corpo dividido em gomos verticais, salpicado de diminutas escamas brancas sobre fundo verde, dando-lhe aspecto acinzentado e recoberto por longos espinhos. Flores volumosas e muito vistosas, na cor amarela com centro vermelho, surgindo precocemente no topo da planta. Propaga-se por sementes ou enxertia.
 
Uso paisagístico
Em função de seu porte pequeno e crescimento lento, quando jovem é requisitada para uso em vasos e mini-jardins, a pleno sol.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Cephalocereus senilis
 
Descrição
Espécie originária das regiões desérticas do México, de crescimento lento e com porte colunar, raramente ramificando a partir da base, atingindo em média 8 metros de altura. Apresenta aspecto bizarro, devido aos longos pêlos brancos que recobrem todo o seu corpo, camuflando vigorosos espinhos. Flores rosadas, noturnas, surgem ocultadas pelas fibras brancas, dificilmente vistas em cultivo. Propaga-se por sementes ou estacas.
 
Uso paisagístico
Quando pequeno, é largamente utilizado em vasos e mini-jardins, em função de seu crescimento lento. Devido a pouca disponibilidade de plantas adultas e grandes, dificilmente é visto em jardins abertos. Espécie cultivada a pleno sol.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Cereus peruvianus 'monstrosus'
 
Descrição
Espécie originária do Brasil, Argentina e Antilhas, caracterizada pela forma colunar, ereta, alcançando em média 15 metros de altura, frequentemente ramificando desde a base. Seu corpo, na cor verde, apresenta-se dividido em gomos, recobertos por espinhos. As flores são grandes, geralmente na cor branca, surgindo somente à noite. Existe uma variedade, C. peruvianus 'monstrosus', de forma bastante bizarra. Propaga-se por sementes ou estacas.
 
Uso paisagístico
Cacto cultivado em áreas grandes e abertas, ensolaradas, de jardins rochosos, concomitante com outras espécies suculentas. Também utilizado como planta de vaso na idade juvenil.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Echinocactus grusonii
 
Descrição
Espécie originária do México, caracterizada pela forma globular, podendo atingir próximo de 1 metro de altura. Seu corpo é formado por inúmeros gomos, pontuados de espinhos dourados e fortemente armados. As flores são discretas, surgindo no ápice da planta, na cor acastanhada por fora, e internamente amarelas, aparecendo somente em plantas adultas. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
Cacto utilizado nas composições de jardins junto a pedras e outras espécies, produzindo efeito decorativo bastante interessante em função de sua forma arredondada e colorido dourado. Devido ao crescimento lento, é requisitada também para vasos e mini-jardins, sempre cultivado a pleno sol.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Ferocactus pilosus
 
Descrição
Espécie originária do México e Estados Unidos, caracterizada pela forma globular na idade juvenil e posteriormente colunar, atingindo em média 2 metros de altura, apresentando crescimento muito lento. O corpo é marcado por gomos salientes, salpicados por agressivos espinhos, vermelhos, altamente decorativos, tornando a planta muito atraente. Flores amarelas, formando uma coroa densa no ápice da planta. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
Planta frequentemente usada em vasos e mini-jardins, quando pequena; na maturidade constitui volume interessante em jardins rochosos na companhia de outras espécies de cactos e suculentas, a pleno sol.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Gymnocalycium mihanovichii 'Hibotan'
 
Descrição
Espécie originária do Paraguai e Argentina, de pequeno porte e forma globular à princípio, passando a colunar à medida em que se desenvolve, contudo não passando 0,10 m de altura. Corpo dividido em gomos, revestidos de espinhos curtos. Flores grandes e vistosas surgem abundantemente no topo da planta, nas cores branca ou rosada. Existem cultivares variegadas ou totalmente vermelhas, somente produzidas através de enxertos, devido a deficiência de clorofila em seu corpo. Propaga-se por rebentos, sementes ou enxertia.
 
Uso paisagístico
Devido ao tamanho reduzido é uma das espécies de cactos largamente utilizada nos mini-jardins e vasos pequenos, a pleno sol.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Mammillaria bocasana 'roseiflora'
 
Descrição
Espécie originária do México, pequena, com até 0,10 m de altura, inicialmente globular, posteriormente passando a alongado, com inúmeros rebentos que chegam a constituir colônias em seu habitat. A superfície da planta é marcada por protuberâncias no formato de mamilos, na cor verde, recobertos por cerdas brancas e espinhos, curvos na extremidade. Flores púrpuras, que surgem precocemente, pequenas, porém vistosas em quantidade. Propaga-se por semente ou divisão de rebentos.
 
Uso paisagístico
Planta ideal para composição de pequenos vasos e mini-jardins, criando contrastes de forma e de cor com outras plantas suculentas.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Melocactus zehntneri
 
Descrição
Espécie originária do Brasil, com corpo habitualmente de forma globosa, um tanto achatada, dividido em gomos recobertos por espinhos rígidos e compridos na cor clara, contrastantes com a superfície verde-acinzentada da planta, produzindo visual muito decorativo. Apresenta curioso cefálio, formado por cerdas acastanhadas, de onde despontam flores tubulares na cor rosada. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
Planta muito interessante, tanto para vasos como para mini-jardins; também utilizada em jardins temáticos, abertos e ensolarados, junto a pedras e outras espécies suculentas.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Myrtillocactus geometrizans
 
Descrição
Espécie originária do México até Guatemala, de forma colunar, ramificada, que alcança até 4 metros de altura, apresentando corpo revestido de verde-azulado, caracterizado por gomos discretos e cobertos por espinhos esparsos. Flores brancas, pequenas e perfumadas, surgindo nas auréolas da parte alta da planta. Propaga-se por sementes, estacas ou separação de rebentos.
 
Uso paisagístico
Cacto muito rústico, de crescimento relativamente rápido, ideal para composições em jardins abertos e ensolarados, criando interessantes contrastes de forma e de cor com outras espécies de suculentas mais baixas. Quando jovem é requisitada para vasos e mini-jardins.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Opuntia microdasys
 
Descrição
Espécie originária do México e Estados Unidos, de forma arbustiva, apresentando silhueta bem característica em função dos segmentos achatados ou artículos que vão se ramificando, tornando a planta densa e volumosa, atingindo até 0,30 a 0,40 m de altura. O corpo, segmentado, é recoberto por estruturas pubescentes localizadas nas auréolas, denominadas gloquídios, nas cores amarela, branca ou vermelha, conforme a variedade. Flores solitárias, na cor amarela. Propaga-se facilmente pela separação dos segmentos articulados.
 
Uso paisagístico
Planta muito rústica, é ideal para vasos e jardins rochosos, em locais abertos e ensolarados. Nos jardins temáticos, cria interessantes contrastes de forma e de cor com outras plantas suculentas.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Pereskia grandifolia
 
Descrição
Espécie originária do Brasil e outras regiões da América Tropical, conhecida popularmente como “ora-pro-nobis”, de hábito trepador e escandente, caules compridos, revestidos de agressivos espinhos escuros e com folhas verdes, ligeiramente suculentas. Inflorescência curta, formada por um aglomerado de flores rosa-púrpuras, muito ornamental. Propaga-se por estacas.
 
Uso paisagístico
Utilizada no paisagismo como liana, conduzida junto a grades, cercas, muros e pórticos, ou como cerca-viva defensiva, em locais sempre ensolarados.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Rhipsalis baccifera
 
Descrição
Espécie epífita, de ocorrência pantropical, incluindo todas as Américas (inclusive Brasil). Apresentam ramagem cilíndrica, com segmentos articulados e pendentes, constituindo-se em uma planta volumosa e compacta à medida que os caules vão se dividindo. Flores pequenas, muito discretas, são formadas ao longo dos ramos, as quais se transformam em frutinhos brancos ou rosados. Propaga-se por estacas, sementes ou divisão de ramagens.
 
Uso paisagístico
Planta ideal para recipientes suspensos ou para jardins verticais ao lado de outras espécies epífitas, afixada em placas de fibras de coco, ou ainda, nos galhos das árvores sempre à meia-sombra.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Schlumbergera truncata
 
Descrição

Espécie epífita, nativa das matas úmidas do Brasil, de formação compacta devido à aglomeração dos caules achatados e suculentos que se dispõem de modo pendente na forma de cascata. Floração vistosa nas cores vermelha, branca, amarela ou rosa, concentradas nas extremidades dos ramos. Propaga-se por estacas, sementes ou enxertia.

 
Uso paisagístico
Planta ideal para recipientes suspensos como vasos, jardineiras ou jardins verticais, sempre cultivada à meia-sombra. Os exemplares híbridos são os mais difundidos atualmente, florindo em diversas estações do ano.
 
Outras espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Austrocylindropuntia vestita
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Astrophytum myriostigma
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Brasiliopuntia brasiliensis
 
 
 
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Cereus fernambucensis
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Cereus forbesii 'Spiralis'
 
 
 
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Cereus hildmannianus 'Variegata'
 
 
 
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Coleocephalocereus fluminensis
 
 
 
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Cylindropuntia tunicata
 
 
 
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Disocactus flagelliformis
 
 
 
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Echinocereus pentalophus
 
 
 
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Echinopsis calochlora
 
 
 
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Echinopsis chamaecereus
 
 
 
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Echinopsis subdenudata
 
 
 
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Espostoopsis dybowskii
 
 
 
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Ferocactus glaucescens
 
 
 
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Ferocactus latispinus
 
 
 
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Gymnocalycium anisitsii
 
 
 
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Gymnocalycium bruchii
 
 
 
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Gymnocalycium mihanovichii
 
 
 
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Hatiora salicornioides
 
 
 
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Hildewintera colademononis
 
 
 
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Lepismium houlletianum
 
 
 
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Mammillaria backebergiana
 
 
 
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Mammillaria bombycina
 
 
 
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Mammillaria elongata
 
 
 
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Mammillaria gracilis
 
 
 
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Mammillaria karwinskiana
 
 
 
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Mammillaria lauii
 
 
 
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Mammillaria prolifera
 
 
 
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Nopalea cochenillifera
 
 
 
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Notocactus concinnus
 
 
 
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Notocactus magnificus
 
 
 
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Notocactus warasii
 
 
 
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Opuntia microdasys 'albispina'
 
 
 
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Opuntia microdasys 'rufida'
 
 
 
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Opuntia monacantha
 
 
 
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Parodia haselbergii
 
 
 
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Pereskia aculeata 'Godseffiana'
 
 
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Pereskia bleo
 
 
 
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Pereskia grandifolia 'violacea'
 
 
 
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Pilosocereus gounellei
 
 
 
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Rhipsalis paradoxa
 
 
 
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Rhipsalis pilocarpa
 
 
 
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Selenicereus anthonyanus
 
 
 
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Tacinga saxatilis
 
 
 
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Thelocactus bicolor
 
 
 
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Uebelmannia pectinifera 'multicostata'