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  BIGNONIACEAE
   
 
Classificação Botânica

Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Lamiales
Família: Bignoniaceae
Gênero: Campsis
Espécie: C. grandiflora
 
Descrição botânica
Representativa família botânica formada por árvores, lianas e arbustos, lenhosas e com ocorrência significativa no território brasileiro, sendo que apenas nos últimos anos, outras novas espécies foram introduzidas no paisagismo, principalmente lianas. Folhas compostas de formas variadas, sem estípulas, opostas com presença de gavinhas, eventualmente nas lianas. Inflorescência racemosa ou cimosa; flores vistosas, bissexuadas, diclamídeas, zigomorfas e corola gamopétala, pentâmera e algumas vezes bilabiadas, prefloração imbricada; estames em número de 4, didínamos, mais um estaminódio, epipétalos, anteras rimosas, nectários freqüentemente presentes; gineceu bicarpelar, bilocular, às vezes unilocular, com ovário súpero, placentação bipartida, freqüentemente pluriovulado. Frutos do tipo cápsula septicida ou loculicida, menos comumente baga e sementes geralmente aladas.
 
Ocorrência
Família pantropical abarcando numerosa quantidade de plantas, perfazendo aproximadamente 800 espécies dentro de 120 gêneros. No Brasil são conhecidos 32 gêneros e cerca de 350 espécies.
 
Uso paisagístico
Família com enorme presença no paisagismo, inclusive representada por inúmeras espécies nativas, tanto árvores como lianas, quase todas de grande potencial paisagístico. Espécies arbóreas são tradicionalmente usadas na arborização de parques e avenidas, ruas e jardins campestres, como os gêneros Jacaranda (Jacarandá), Tabebuia (Ipê), Spathodea (Bisnagueira), além das lianas Cuspidaria (Cipó-rosa), Podranea (Sete-léguas), utilizadas para cobrir pérgulas, cercas, grades e portais.
 
Gêneros
 
 
Adenocalymma, Amphilophium, Arrabidaea, Bignonia, Campsis, Catalpa, Cuspidaria, Fridericia, Jacaranda, Kigelia, Macfadyena, Mansoa, Memora, Pandorea, Parmentiera, Podranea, Pyrostegia, Radermachera, Saritae, Spathodea, Tabebuia, Tecoma, Tecomaria.
 
 
Principais espécies
 
 
Cuspidaria convoluta
 
Descrição
Espécie liana, originária do Brasil, lenhosa, vigorosa, e muito florífera. Folhas compostas de três folíolos, geralmente decíduas nas épocas frias do ano. Inflorescência densa ao longo dos ramos, composta por flores campanuladas nas cores rosa, rosa-mesclada ou branca. Propaga-se por sementes e alporquia.
 
Uso paisagístico
Trepadeira de belo efeito decorativo, contudo, pouco conhecida ainda no paisagismo, como ocorre com outras espécies nativas da mesma família que merecem lugar de destaque em nossos jardins. Indicada para guarnecer cercas, muros, grades, portais ou pérgulas e caramanchões, em locais ensolarados.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Jacaranda mimosifolia
 
Descrição
Espécie arbórea, nativa da Argentina, muito florífera, atingindo até 15 metros de altura, de tronco retorcido com a casca clara quando jovem e escura na medida em que vai envelhecendo. Folhas opostas e bipinadas, compostas de 25 a 30 pares de folíolos pequenos, ovais, de coloração verde-clara acinzentada. Inflorescências terminais, paniculadas, muito vistosas, com flores campanuladas na cor azul-violeta. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
No inverno, esta planta se despe de toda a sua folhagem e na primavera se reveste com flores de colorido invulgar. Deve ser utilizada nos projetos de parques e jardins amplos e arborização urbana nas vias maiores. Apresenta ainda crescimento rápido, requisito importante para o paisagismo.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Pandorea jasminoides
 
Descrição
Espécie liana, semi-herbácea, originária da Austrália. Folhagem perene e ornamental na cor verde ou variegada. Inflorescências terminais, compostas por flores campanuladas, grandes, na cor branca com centro avermelhado, muito decorativas. Propaga-se por estacas de ponteiro, postas para enraizar em ambientes de estufa.
 
Uso paisagístico
Planta adequada para revestimento de arcos, cercas, grades, divisórias e pérgulas menores, sempre nos locais a sol pleno.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Podranea ricasoliana
 
Descrição
Espécie liana, semi-lenhosa, originária da Austrália, e Arquipélago Malaio, bastante vigorosa. Folhas perenes, compostas pinadas, decorativas, sustentadas por ramos longos que atingem grandes distâncias, justificando seu nome popular de “sete-léguas”. Inflorescências terminais, esparsas, na cor rosa com estrias avermelhadas na espécie típica. Propaga-se principalmente por meio de estacas obtidas após a floração ou eventualmente por sementes.
 
Uso paisagístico
Devido a seu crescimento rápido, torna-se uma trepadeira ideal para locais amplos e ensolarados no revestimento de pérgulas espaçosas, grades, cercas e pórticos.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Pyrostegia venusta
 
Descrição
Espécie liana, semi-lenhosa, vigorosa, originária do Brasil, dispersa de modo natural em espaços abertos das regiões campestres. Apresenta ramagem bastante compacta. Inflorescência densa, formada por flores tubulares, compridas, alaranjadas na espécie típica, que se destaca com exuberância em meio a outras plantas. Existe uma variedade da espécie de flores amarelas, porém pouco conhecida ainda. Propaga-se por estacas ou sementes que germinam espontaneamente ao lado da planta matriz.
 
Uso paisagístico
Planta ideal para cultivo a pleno sol, cobrindo pérgulas, muros, cercas, grades, taludes ou mesmo apoiada em árvores, produzindo florada espetacular no final do outono até início do inverno.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Saritaea magnifica
 
Descrição
Espécie liana, semi-lenhosa, originária da Colômbia, vigorosa, florífera e de folhagem ornamental. Folhas compostas de dois folíolos que surgem de modo oposto nos ramos. Apresenta floração vistosa, formada por flores campanuladas, de tonalidade púrpura, com garganta branca. Propaga-se por estacas, plantadas no início da primavera.
 
Uso paisagístico
Requisitada para guarnecer pérgulas, portais, grades e cercas, sempre cultivada em locais abertos e ensolarados.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Spathodea nilotica
 
Descrição
Árvore florífera, originária da África, chegando a mais de 20 metros de altura, copa compacta e arredondada. Ramagem vigorosa, de folhas compostas e folíolos opostos, sendo um terminal. Inflorescências axilares ou terminais formada por flores campanuladas vermelho-alaranjadas, com bordas franjadas; existe uma variedade “Aurea” com flores totalmente amarelas. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
Planta muito florífera, de grande potencial paisagístico, requisitada para parques e jardins amplos e freqüentemente usada na arborização de ruas e avenidas.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Tabebuia avellanedae
 
Descrição
 
Árvore originária do Brasil, atingindo em média 25 metros de altura, ostentando tronco robusto, levemente tortuoso, revestido de casca rugosa e pardacenta. Copa de forma arredondada, constituída por folhas compostas de folíolos mais ou menos coriáceos, brilhantes, levemente pilosos, decíduas durante os meses de outono e inverno. Inflorescências em panículas terminais nas extremidades dos ramos, espalhando-se por toda a copa despida de suas folhas, na cor rosa-lilás. Propaga-se por sementes.
 
Uso paisagístico
Árvore muito desejada na arborização de ruas, parques, bosques, jardins e áreas de preservação, pois sua presença, além de encantar ao mais desatento dos pedestres, enche de cor e graça o paisagismo urbano. Sua madeira forte, resistente a ventos e temporais, aliada a sua florada espetacular nos dias frios do ano, são motivos para que sejam escolhidas para as mais diversas composições paisagísticas.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Tecoma capensis
 
Descrição
Espécie arbustiva, escandente, lenhosa, atingindo até 4 m. de altura, muito florífera. Folhas compostas pinadas, com folíolos de textura verde-brilhante e margens denteadas. Inflorescências terminais, tubulares e recurvadas, nas cores vermelho-alaranjadas ou amarelas. Propaga-se por estaquia, deixando-as enraizar em ambientes de estufa. Dificilmente produz sementes em nossas regiões.
 
Uso paisagístico
Cultivada a sol pleno, formando maciços ou renques; na condição de planta ascendente; deve-lhe conceder apoios como colunas, grades, muros ou portais.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Tecoma stans
 
Descrição
Espécie arbustiva, às vezes, conformada em arvoreta, originária das Antilhas, América do Norte e do Sul, exceto Brasil, lenhosa, de 3 a 5 m. de altura, apresentando copa irregular, muito ramificada. Folhas pinadas, opostas, de limbo denteado. Inflorescências terminais ou axilares, com flores campanuladas, na cor amarela. Propaga-se facilmente por sementes ou por estacas de ramagem.
 
Uso paisagístico
Planta preferida para espaços ajardinados a sol pleno, como exemplar isolado, formando grupos ou fileiras. Ideal também para arborização pública em locais pequenos e estreitos.
 
Outras espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Crescentia cujete
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Fridericia candicans
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Mansoa difficilis
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Spathodea campanulata 'aurea'
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Tecoma capensis "Aurea"