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  AMARYLLIDACEAE
   
 

Classificação Científica

Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Asparagales
Família: Amaryllidaceae
Gênero: Scadoxus
Espécie: S.multiflorus
 
Descrição botânica
A família Amaryllidaceae é uma das mais importantes da ordem Asparagales, com uma gama enorme de espécies floríferas, cultivadas nos jardins de todo o mundo, sendo representada por ervas, freqüentemente bulbosas, perenes ou não. Suas folhas, alternas dísticas ou espiraladas, despontam ao nível do solo, a partir da base do caule ou surgindo diretamente do bulbo, são paralelinérveas, decíduas, em algumas espécies. Inflorescência cimosa, geralmente umbeliforme, sustentada por longo escapo, ocasionalmente reduzida a uma única flor. Flores comumente muito vistosas, freqüentemente bissexuadas, actinomorfas, às vezes ligeiramente zigomorfas, diclamídeas homoclamídeas; cálice e corola habitualmente unidos entre si, trímeros, excepcionalmente, apresentando corona; estames em número de 6, livres entre si, anteras rimosas, nectários septais presentes; gineceu gamocarpelar, tricarpelar, ovário súpero ou ínfero, trilocular, com lóculos uni a pluriovulados, placentação axial. Frutos tipo baga ou cápsula.
 
Ocorrência
As inúmeras espécies da família estão distribuídas, principalmente, pelas regiões subtropicais e temperadas, compreendendo aproximadamente 800 espécies dentro de 60 gêneros conhecidos, além de um grande número de variedades híbridas. No Brasil existem cerca de 100 espécies em 13 gêneros.
 
Uso paisagístico
A família Amaryllidaceae apresenta significativa importância para o paisagismo em todo o mundo, devido à expressiva quantidade de espécies cultivadas pela floração exuberante e vistosa. São plantas ideais para cultivo em vasos quando floridas, em jardineiras e nos jardins, produzindo bordaduras e maciços, à meia-sombra ou a pleno sol, conforme a espécie. O uso mais amplo dessas plantas em nosso país é restringido pela exigência climática das mesmas, pouco resistentes às condições tropicais.
 
Gêneros
 
 
Amaryllis, Amonocharis, Calostemma, Clívia, Crinum, Cyrtanthus, Eucharis, Habranthus, Haemanthus, Haylochkia, Hippeastrum, Hyline, Hymenocallis, Griffinia, Leucojum, Lycoris, Narcissus, Nerine, Scadoxus, Sternbergia, Rhodophiala, Tocantinia, Urceolina, Vallota, Zephyranthes, Worsleya.
 
 
Principais espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Clivia miniata
 
Descrição
Espécie natural da África do Sul, perene, acaule, rizomatosa, atingindo 40cm de altura, com folhas lineares dispostas em leque no mesmo plano, macias, bastante ornamentais. Inflorescências vistosas, surgindo no centro da planta, formada por hastes eretas, sustentando flores alaranjadas. Propaga-se pela divisão da planta mãe adulta ou por sementes, preferencialmente no final do verão.
 
Uso paisagístico
Planta de invulgar beleza, produzida tanto pela folhagem como pela exuberante floração, comumente utilizada em vasos e jardins à meia-sombra ou em locais que recebem sol brando, neste caso, produzindo floração mais intensa.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Crinum procerum
 
Descrição
Planta originária da Ásia Tropical, bulbosa, robusta, com até 60cm de altura, com folhas dispostas em rosetas, lineares, longas, apresentando textura lisa e carnosa. Inflorescência ereta, robusta, com flores agrupadas nas extremidades das hastes, na cor branca, muito vistosas. Propaga-se pela separação de bulbos durante o período de repouso da planta.
 
Uso paisagístico
Espécie muito adequada para canteiros de jardins amplos, expostos ao sol pleno, na formação de maciços ou bordaduras. Trata-se de planta muito rústica e com excelente percentual de rebrotação.<
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Eucharis grandiflora
 
Descrição
Planta originária da região Amazônica, principalmente Colômbia, perene, acaule, bulbosa, atingindo até 50cm de altura, com folhas vistosas, macias, brilhantes, verde-escuras, bastante ornamentais. Inflorescências terminais, eretas, acima da folhagem, constituído por flores brancas recurvadas, de belo efeito decorativo. Propaga-se pela separação de bulbos após o florescimento.
 
Uso paisagístico
Bulbosa tradicionalmente cultivada como planta de vaso para interiores, muito tolerante à escassez de luz, podendo florir nesses locais. Também empregada como espécie de jardim, nos canteiros bem protegidos de sol direto.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Hippeastrum hybridum
 
Descrição
Planta acaule, bulbosa, com até 50cm de altura, proveniente de melhoramento genético, através de hibridações de outras espécies nativas, com folhagem ornamental, linear, macia, que pode desaparecer, dependendo da região, na época invernal. Inflorescências altas, formadas por hastes eretas, longas, robustas, sustentando flores muito vistosas, brancas, rosas ou vermelhas. Propaga-se pela separação de bulbos, após o desaparecimento da folhagem.
 
Uso paisagístico
Bulbosa amplamente utilizada como planta de interior, cultivada em vasos e jardineiras. Pode ser, também, plantada em espaços abertos do jardim, a pleno sol, formando conjuntos ou maciços.
 
 
 
Foto: J. B. Sodré

Zephyranthes candida

 
Descrição
Planta originária da Argentina, acaule, bulbosa, de aspecto delicado, com até 30cm de altura, caracterizada por folhas basais, finas, longas e roliças, que surgem em grande quantidade, formando touceiras eretas, que geralmente desaparecem no inverno. Flores solitárias, sustentadas por hastes finas e eretas, na cor branca. Propaga-se por divisão de bulbos, preferencialmente no final do inverno.
 
Uso paisagístico
Planta recomendada para cultivo em vasos, jardineiras, canteiros, na formação de maciços baixos, a pleno sol ou à meia-sombra, produzindo efeito de claridade à composição.
 
Outras espécies
 
Foto: J. B. Sodré
Crinum asiaticum 'Variegatum'
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Griffinia espiritensis
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Hippeastrum papilio
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Hippeastrum puniceum
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Hippeastrum reginae
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Hippeastrum reticulatum 'striatifolium'
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Hymenocallis 'Sulphur Queen'
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Narcissus tazetta
 
 
 
Foto: J. B. Sodré
Sternbergia lutea